Reencontrei hoje uma colega de universidade que morava aqui ao pé de mim. Havai já algum tempo que não a via. E este foi um pretexto para fazer uma retrospectiva até aos meus tempos de universitária.
Eu e ela pertencíamos a grupos diferentes mas quando regressávamos a casa, vínhamos todas juntas. Éramos todas trabalhadoras estudantes. A maior parte de nós vivia com os pais mas ele, devido à dureza da vida, partilhava um apartamento com uma das irmãs.
Esta minha colega sempre teve muitas paranóias e manias mas eu dava me bem com ela e respeitava a sua maneira de ser. Ela era bastante inteligente – e sabia disso – o que a tornava numa pessoa um pouco arrogante. Mas quem não a conhecesse e olhasse para ela, incorria no pré-conceito de a classificar como toxicodependente ou coisa semelhante.
Terminada a universidade, seguimos caminhos diferentes: eu enveredei pelo ensino e entrei em estágio e ela parou por ali (talvez a decisão mais acertada!) e continuou a trabalhar no mesmo sítio onde já estava.
Alguns anos depois, voltámos a encontrar-nos. Nem parecia a mesma pessoa! Muito bem vestida e elegante, cabelos arranjados, sapatos de salto alto e unhas – que deixou de roer – arranjadas e pintadas de vermelho.
Fiquei a saber que também mudou de casa, de vida e de estilo. Aproximou-se de quem merecia e deixou para trás quem não merecia.
É bom ver que alguém se modificou para melhor, que está feliz e bem na vida. Sim, porque parece que isto é cada vez mais incomum nos dias de hoje…
Não é por nada, mas o meu amigo sapinho é sempre oportuno quando decide atribuir-me um destaque. Sabe sempre quando ando mais em baixo e estou a precisar de um "reforço positivo".
Estas semanas têm sido terríveis em termos de trabalho e de pressão. E um miminho destes sabe sempre muito bem. Mais uma vez obrigada sapinho! ![]()
Até parece que andivinhaste que, ultimamente, não tenho feito outra coisa senão falar em ti. Eu explico: é que tenho andado a ensinar aos meus meninos mais pequeninos a história da Family Frog!
Será que o meu destaque foi em retribuição do "teu" destaque nas minhas aulas? Ou será que é para me obrigares a escrever porque ando assim, quer dizer, a modos que, um cadinho para o preguiçosa?!![]()
De qualquer das maneiras, thanks again!
Diz o adágio popular que todos os cães têm sorte. Mas nem os tempos são o que eram e nem os cães do provérbio têm quatro patas.
Apareceu um cliente do meu irmão a dizer que queria ficar com o bichinho. Óptimo! Finalmente o bichinho ia ter o lar que merece.
O meu irmão entregou o cãozito com todas as recomendações e senãos julgando, ingenuamente – já vão ver porquê -, que iria em boas mãos.
Ao sair de casa para ir para o convento, deparo-me com um cãozinho. Hã?! Fiquei super confusa. Parece-me o cãozinho bebé…
Fui em direcção ao bichito que, assim que me viu, desatou a saltar de contentamento e vá de saltinhos e lambiscadelas.
Achei muito estranho o bichinho estar ali. Olhei em redor à procura do meu irmão ou pai, pois passou-me pela cabeça que eles tivessem por ali e tivessem trazido o bichinho. Não vi ninguém.
Peguei no canininho e trouxe-o para casa de novo. Estava faminto e cheio de sede. Entrou na cozinha e empoleirou-se no lava-loiças à procura de comida até que descobriu os cereais do Bóbi e o prato da comida que ainda tinha uns restinhos. Devorou-os em menos de um segundo. É claro que o Bóbi, cioso do seu território e egoísta como é com a sua comida, arreganhou os dentes ao pobrezito.
Lá teve o pequeno de ficar fechado no wc com comida e água, enquanto o Bóbi guardava a porta à espera que o meu irmão viesse buscar o cãozito para o levar de volta para a oficina.
Em resumo, o fulano que levou o bichinho, ao chegar a casa, não deve ter querido o pobre bichinho que foi posto na rua. De novo. E foi aqui que o meu irmão foi ingénuo ao acreditar na boa fé (?!) de outrém. Percebem agora porque digo que até para se ser cão é preciso ter sorte? Tenho muita pena que um cãozinho tão meiguinho e simpático não tenha a sorte de arranjar donos que o tratem bem.
Estava uma noite de chuva e fresca. O Bóbi precisava de ir à rua e ouvia-se um cão a ganir insistentemente. Nesta noite a minha mãe estava bastante doente e eu vim vê-la à, e quando aqui cheguei vi uns ciganos com um cãozinho.
Não liguei. Pensei que o cãozinho fosse deles.
Como o cãozinho não parava de ganir, o meu irmão foi ver o que se passava para tentar afastar o cãozinho daqui da porta para que o Bóbi não saísse porta fora mais desaustinado do que é usualmente.
Como o meu irmão nunca mais aparecia, eu fui ver o que se passava. Foi aí que vi o bichinho com atenção.
O meu coração ficou pequeno e apertado. Fiquei com um nó na garganta e vim para casa lavada
Vim para casa aflita. Vim buscar leite e água porque ele nem dentinhos tinha para comer. Tinha tanta fome… Mas cada vez que bebia um golinho, gania. Devia sentir alguma dor. Por fim lá conseguiu beber meio litro de leite e aguinha.
O bichinho era tão pequeno e tinha tanto medo. Eu estava arrasada só de pensar que podia ser o meu Bóbi ou o meu Pimentinha. Um cachorrinho faminto, frágil e amedrontado.
Não podia deixar o bichinho na rua.
Disse ao meu irmão que iríamos levar o bichinho para a oficina, que não o podíamos deixar ficar na rua assim, com frio, medo e mal tratado. E assim foi. O bichinho ficou dentro de um carro velho, quente e aconchegado.
E tem sido assim de há umas semanas para cá. O bichinho é super dócil e meiguinho. Gosta de brincar e é muito beijoqueiro. É asseado e sabe que os cocós e o xixi são para serem feitos na rua.
Um bichinho tão amoroso e meiguinho, tão agradecido por gostarem dele e o tratarem bem, precisa de um dono.
Ele gosta muito de pessoas e gosta de brincar com crianças pois é muito sociável.
Eu não tenho condições de ficar com mais um bichinho. Já tenho o Bóbi e o Pimentinha e não tenho casa para ter um terceiro bichinho.
Se alguém quiser ficar com ele ou souber de alguém que queira adoptar o bichinho, deixe o seu contacto num comentário que não será publicado, uma vez que os meus comentários são moderados.
Vejam lá se o bichinho não é um amor…
Tirando o cansaço que tenho em cima, posso dizer que hoje até foi um dia relativamente calmo.
First things first. Começei as minhas aulas no galinheiro. assim que lá chego está o loiro-burro de castigo. É verdade que os miúdos loiros de caracóis parecem anjinhos. Mas é apenas isso. Este é um lobo em pele de cordeiro. Resumindo, no recreio dei cabo da cara toda de um colega que ficou todo arranhado graças a uma festinha sua (entenda-se valente empurrão).
Na minha aula continuou armado em "chico esperto". Desafiador, mal-educado e mandrião. Pedi-lhe a caderneta do aluno pois admito muita coisa menos insolência e má-criação. Acreditam que o puto se recusou a dar-me e até disse que eu-não-ia-mandar-um-recado-para casa...
Passei-me!!! Levantei-me da cadeira, repentinamente, pronta a enfiar a mão na confusão da mochila do puto.
O meu neurónio lá funcionou e o puto entregou-me a caderneta. Ficou com uma beiçola até ao chão porque pressupôs que eu iria ter peninha dele e não mandar recado para casa. Humpf!
Mais 65 escadas e uma subida de rua íngreme sob sol escaldante, e lá vou eu entregar-me nas mãos de Deus, que é como quem diz, vou para o convento.
As aulas aqui foram o máximo! Hoje foi dia de sessão fotográfica geral.
Na minha primeira não-aula, estive a arranjar a vestimenta dos putos, a pentear os piolhos de cabelos a escorrer suor pelo calor das brincadeiras. Grande seca! Estive eu a perder imenso tempo a preparar actividades para o Halloween para isto!!! Onde pára o livro de reclamações?!
Na turma seguinte, tinha meia dúzia de gatos pingados... Perguntam vocês porquê. Elementar, meus caros blogueiros, a sessão fotográfica continuava. Desta vez era a foto dos irmãos com irmãos. Oh God!
Para rematar o dia, nada melhor do que levar, durante todo o percurso de bus, com um velho sentado à minha frente a tresandar a chulé e com um indiano atrás de mim a espirrar e a sacar escarretas... bulergh!!!
Digam lá que a minha vida não é dura...?! Irra!
A quinta-feira é o meu pior dia da semana. Já vos contei que este ano estou a trabalhar num terceiro colégio? Pois é... E este colégio parece a escola dos doidos. começando por mim, claro!
Pra começar, cada turma tem dois níveis e só há duas turmas. Numa das turmas, tenho um choramingas mariquinhas, um bangladeshiano (inventei esta agora!), um indiano, um africano, um que tem pioneses na cadeira, e um com síndrome de asperger. Estas aulas são uma animação!
Mas a outra turma também não se fica atrás! Tenho um loiro "burro" (sem conotações negativas, atenção), um chinês que não se calara - deve ser do glutamato de sódio da comida -, uma chinesa comichosa e outro mais surdo que uma porta, tadito. Saio de lá cansada de ter de falar em tom elevado.
Para completar a festa, as salas onde dou aulas devem ser uns ex-galinheiros. Para sair daqui e ir para o convento, tenho de subir 65 escadas de um fôlego só e mais uma subida serpenteante.
Saio do galinheiro para me enfiar no convento. Aqui, com sorte, tenho as caixas das tartarugas todas sujas e mal cheirosas dentro de uma sala de aulas e mais um ou dois pássaros à solta. Mas esta história fica para vos contar noutro dia!
E pronto. Cá estou eu de volta novamente, assim, de mansinho...
Tenho muita coisa para contar ou desabafar - nem sei - mas é preciso tempo e organização de ideias.
A minha mãe está a recuperar muito lentamente, pois a anemia não a deixa ter força nenhuma. Mas aos poucos vai indo, um dia atrás do outro.
Eu ando muito cansada e cheia de trabalho, como devem calcular. Nem tenho tido tempo para escrever aqui nada e nem responder aos vossos comentários... Sorry! ![]()
Vou tentar ser um pouco mais assídua aqui no meu cantinho e nos vossos também. Mas com calma...
Já sabem que eu não resisto a mudar de "cara" ao blog. Farto-me depressa de ter sempre a mesma coisa. Este template foi feito tão lentamenteeee... e ainda tem umas coisinhas para acertar... Mas o que acham?
Felizmente a minha mãe melhorou ligeiramente. Graças ao soro bebível que lhe comprei na farmácia, mesmo sem recomendação médica, - quiçá porquê – os sintomas da virose pararam.
Muita insistência para comer, invenção de mil comidas e lá foram umas colherinhas boca abaixo. Mas muito pouco! Mas pelo menos parece que estamos a engrenar no bom caminho.
Mas o pior é que a minha mãe… montou, a partir da cama, um verdadeiro posto de comando!!! “Agora dá-me isto”, “agora faz aquilo”, “vai aqui”, “faz o outro”, “traz-me o…”, “não te esqueças de aqueloutro”. E aqui a minha pessoa a andar para trás e para a frente que nem uma barata tonta. E nem há hipótese de moleza porque ela desata a dizer a mesma coisa dezenas de vezes se for preciso. Até que o seu “comando” tenha sido cumprido.
Resumindo: instalou-se por aqui um regime de tirania em que só prevalece a vontade da comandante-em-chefe. E eu? Eu ando por aqui aos caídos, semi-zombie de tanto cansaço, com toneladas de coisas para fazer mas sem tempo. É que à noite, quando as coisas “acalmam” um nadinha, eu já não tenho capacidade física nem psicológica para fazer o que quer que seja! Oh vida!
P.s. – Tenho o meu irmão com uma bela constipação. Já começou com “pedidos” digamos assim. Já fui avisando “dois a pedir, não!”. Just in case…
Não sei o que fazer. Estou a chegar a um ponto labiríntico. Já me fartei de chorar hoje.
A minha mãe não pode ficar sozinha em casa e nem eu posso faltar ao trabalho. Começo a faltar ao trabalho, sou dispensada.
Por este dois motivos, uma vizinha amiga fez o favor impagável de ficar de tarde com a minha mãe nestes últimos dois dias.
Hoje cheguei a casa, fui ver como ela estava e o que tinha comido. É então que a minha vizinha me diz “ eu só a vi beber água” e ela manteve-se calada, por isso essa é a verdade.
Fiquei muito decepcionada e revoltada. Ando sempre de volta dela para ver o que quer comer a dar sugestões mas ela é super esquisita.
Tenho tido umas semanas que ninguém imagina. É tratar dela, do resto da família (que chega a casa e não gosta da comida), da casa, das minhas coisas da escola com todos os minutos mais que recontados pois tenho de sair de casa quase sempre por volta do meio-dia ou antes. Geralmente o meu almoço é um bocadinho de pão comido à pressa e uma maçã roída no autocarro. O stress não me deixa comer, não consigo.
E é aqui que a decepção e a revolta entram. E hoje passei-me. Disse-lhe duas que ela não deve ter gostado.
Avisei-a que se quer morrer que diga logo e caso ela não faça um esforço, vou pedir à médica para a internar no hospital.
Virei costas lavada em lágrimas.
Opa, será que é tão difícil fazer um esforço para engolir algo? Será que é muito difícil esquecer as suas esquisitices, pelo menos, até melhorar? Será que eu não mereço que ela se esmere um bocadinho e vá comendo umas coisinhas?
Se não o faz por ela, pelo menos que o faça por mim.